Taques compara Silval a Riva e Arcanjo e vê delação para vingança pessoal e comércio

Créditos: Folha Max

Governador lembra que ex-governador e familiares foram presos em investigações iniciadas pela atual gestão 

O governador Pedro Taques (PSDB) negou qualquer tipo de acordo político ou financeiro com o ex-governador Silval Barbosa (PMDB), a quem chamou de mais um “desafeto na vida pública”. Nesta terça-feira, foi divulgado um trecho da delação do ex-governador à Procuradoria Geral da República, que revelou ter feito um acordo com Taques na eleição de 2014.

Segundo o ex-governador, por meio do ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), e o então prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), foi orientado a se aproximar do então senador Pedro Taques (PSDB). O acordo consistia no ex-governador não “investir pesado” na campanha do ex-vereador Lúdio Cabral (PT), adversário de Taques em 2014, e que contava com apoio do PMDB.

Em troca, Taques não realizaria investigações sobre a gestão passada. Foi feita uma reunião com Taques, em que o compromisso teria sido “ratificado” pelo atual governador.

Silval revelou que, posteriormente, o ex-prefeito Mauro Mendes pediu R$ 20 milhões para a campanha de Taques. Isso seria a garantia de que o compromisso seria “honrado”.

Por meio de nota, Taques lembra que sempre atuou em grupos políticos opostos ao ex-governador. Ele comparou Silval a seus principais “desafetos”. “O governador lembra ainda que possui vários adversários e desafetos na vida pública, inclusive políticos, entre os quais João Arcanjo Ribeiro, Hildebrando Pascoal, Silval Barbosa e José Geraldo Riva. E que nunca fez acordos com tais pessoas”, diz a nota.

O tucano lembra ainda que seus primeiros atos como chefe do executivo foram suspender pagamentos empenhados na gestão passada, nem como realização de auditorias sobre os contratos. Estes serviços, segundo o governador, resultaram nas investigações que culminaram com a prisão do ex-chefe do executivo. “Talvez por essa razão o ex-governador atribua a Pedro Taques a responsabilidade pelas ações judiciais e operações policiais que levaram à prisão não apenas de Silval Barbosa, mas de sua esposa e um de seus filhos”, coloca citando a família do ex-governador que deixou o Centro de Custódia em junho após firmar acordo de colaboração premiada.

Em relação as doações de sua campanha, o governador afirma que suas contas foram aprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral. Sobre as delações que indicam uso de “caixa 2”, afirma que o artifício tem sido usado como “instrumento de vingança”. “Quanto às ilações sobre eventuais doações eleitorais irregulares, trata-se de mais uma leviandade criminosa daqueles que se utilizam do instrumento legal da Delação Premiada para fazer vingança pessoal ou comércio para atender interesses outros”, frisou.

 

NOTA DE ESCLARECIMENTO

O Governo do Estado de Mato Grosso vem a público esclarecer o que segue:

01 - O Governo do Estado não tem conhecimento sobre o teor da delação feita pelo ex-governador Silval Barbosa até a presente data.

02 - O governador Pedro Taques lembra que foi adversário do ex-governador nas duas eleições que disputou, sendo a primeira para senador, em 2010, e a segunda para governador, em 2014.

03 - O governador lembra ainda que possui vários adversários e desafetos na vida pública, inclusive políticos, entre os quais João Arcanjo Ribeiro, Hildebrando Pascoal, Silval Barbosa e José Geraldo Riva. E que nunca fez acordos com tais pessoas.

04 - Com um histórico de 15 anos atuando no Ministério Público Federal, Pedro Taques tem uma história de combate ao crime e aos criminosos. Como governador, seu primeiro decreto (001/2015) determinou a suspensão de pagamentos e auditagem de todos os contratos da gestão anterior. Talvez por essa razão o ex-governador atribua a Pedro Taques a responsabilidade pelas ações judiciais e operações policiais que levaram à prisão não apenas de Silval Barbosa, mas de sua esposa e um de seus filhos.

05 - Quanto às ilações sobre eventuais doações eleitorais irregulares, trata-se de mais uma leviandade criminosa daqueles que se utilizam do instrumento legal da Delação Premiada para fazer vingança pessoal ou comércio para atender interesses outros. Pedro Taques reafirma o que já disse em outras situações: sua prestação de contas relativa à campanha eleitoral de 2014 foi aprovada pela Justiça Eleitoral por unanimidade.

06 - O governador aguarda ter acesso à delação para conhecer eventuais acusações contra si para poder se manifestar.

Cuiabá- MT, 22 de agosto de 2017.

GCOM – Secretaria do Gabinete de Comunicação do Governo do Estado de Mato Grosso

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