A partir desta sexta-feira (1º) a pesca, tanto profissional quanto amadora, está permitida nos rios de Mato Grosso com o fim da piracema.

Mesmo assim, a fiscalização realizada pelo Juizado Volante Ambiental (Juvam) e demais órgãos de defesa do meio ambiente continua, principalmente em patrulhas fluviais e terrestres que buscam evitar a retirada de peixes fora das medidas legais e acima da cota permitida por pescador.

Em virtude da proibição, que teve início no dia 1º de outubro de 2018, muitos pescadores infringem a lei na hora de retomar a atividade. Redes, tarrafas, armadilhas, espinhéis, arpões e até mesmo bombas são alguns dos apetrechos ilegais utilizados de forma criminosa por muitas pessoas, no ímpeto de compensar o período proibitivo, destinado à reprodução dos peixes.

Mesmo com a proibição, muitos pescadores tentam realizar a atividade no Rio Cuiabá, por ser o único meio de subsistência da família.

Com o fim do período de reprodução dos peixes, a pesca é permitida com algumas restrições que são permanentes.

Para pescar nos rios mato-grossenses é necessário possuir carteirinha de pescador emitida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), seja profissional e até mesmo para a pesca de lazer; utilizar apenas vara, anzol e isca; respeitar as medidas estabelecidas para cada espécie de acordo com a reprodução animal, além do limite de transporte de cinco quilos e um exemplar de pescado para os amadores e 125 kg semanais para os profissionais.

Balanço
Durante os meses de outubro e dezembro de 2018, a Sema constatou a apreensão de 8 toneladas de pescado; 7 mil pessoas abordadas e vistoriadas; 3.300 veículos e 175 embarcações vistoriados e R$ 940 mil em multas aplicadas.

Carreta que transportava soja pegou fogo, nesta quinta-feira (17), na Serra do Parecis, em Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá. De acordo com o Corpo de Bombeiros, as causas do incêndio ainda serão apuradas.

Os bombeiros informaram ainda que parte do produto não foi atingido, que ficou espalhado na MT-358, onde o acidente ocorreu.

Segundo o motorista, ele percebeu as chamas depois de acionar os freios e que, só conseguiu parar a carreta depois que o fogo já havia se espalhado.

A perícia vai comprovar se o incêndio foi ocasionado por problemas na faixa de freio.

Pista chegou a ficar interditada para retirada de óleo e soja, mas o tráfego no local já foi restabelecido.

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, afirmou nesta quarta-feira (16) que vai decretar estado de calamidade financeira nesta quinta (17).

O estado enfrenta uma crise financeira, e Mendes se reuniu nesta quarta em Brasília com o ministro da Economia, Paulo Guedes, para discutir a situação do estado.

"Mato Grosso é um estado que tem grande potencial, mas agoniza pelo excesso de despesa, pelo crescimento da folha e por repasses que o Executivo não consegue mais suportar. Amanhã [quinta, 17], nós estaremos definitivamente decretando estado de calamidade financeira", afirmou o governador.

De acordo com a Lei 101/2000, que dispõe sobre a responsabilidade fiscal da União, dos estados e dos municípios, a unidade da federação que decreta calamidade fica dispensada, por exemplo, de atingir os resultados fiscais previstos.

De acordo com Mauro Mendes, a Assembleia Legislativa do Mato Grosso precisa aprovar o decreto de calamidade financeira.

"Embora a economia privada vá bem, o governo vai muito mal, não honra com suas despesas básicas na saúde, na segurança, colocando em risco colapsar serviços essenciais para a vida do cidadão", acrescentou.

Estado 'agoniza'
Segundo Mauro Mendes, o déficit da Previdência estadual, o aumento "irresponsável" de gastos em gestões anteriores e a alta das despesas do Executivo com pessoal são os principais motivos para Mato Grosso "agonizar" no momento.

O governador afirmou que os principais reflexos são falta de investimentos em saúde e em educação, além do atraso no pagamento dos salários dos servidores e no 13º salário.

"Se temos um câncer, não podemos continuar tomando remédio para dor", afirmou o governador, ao explicar o motivo de o estado decretar calamidade.

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