O Ministério Público propôs ação judicial para obrigar o Hospital Samuel Greve a melhorar o atendimento prestado às gestantes do município. A principal queixa neste sentido era a de que existe um número pequeno de partos normais em comparação a quantidade de cesárias realizadas, o que sugere, segundo o Promotor de Justiça, que os profissionais do hospital induzem às pacientes a este procedimento, pela via particular.

Na mesma ação, a juíza Dra. Edna Ederli Coutinho, deu o prazo de trinta dias, que começaram a contar no dia 20 de Dezembro, para que o Samuel Greve resolva outras irregularidades apontadas pelo Conselho Regional de Medicina e que, quando corrigidas, tem o objetivo de garantir um serviço com mais qualidade à população, respeitando-se as normas da Organização Mundial da Saúde.

Entre estas irregularidades estão a presença de ratos, baratas e formigas nas dependências internas do hospital; a falta de reposição de medicamentos para atendimentos de urgência e a ordem para uso de água da torneira (fornecida pela SAEMI), na realização de curativos.

Outros pontos que chamaram a atenção na decisão foram: a cobrança de exames de imagem a pacientes internados pelo SUS e a exigência para que estes comprem os medicamentos que deveriam ser fornecidos pelo hospital; a falta de equipamentos essenciais na sala de cirurgia e a reutilização de luvas descartáveis.

Na decisão, a juíza cita ainda que "por diversas vezes não foi realizado parto cesariana pelo SUS devido a não ter pediatra, porém quando a cesariana acontece de forma particular a realização ocorre mesmo sem a presença de referido profissional, até mesmo porque o hospital não dispõe de nenhum pediatra em seu corpo clínico."

Ao todo, são pelo menos trinta irregularidades, em diversos níveis de gravidade, que deverão ser corrigidas dentro do prazo, sob pena de multa de cinco mil reais.

Enquanto patrimônio da população, é Urgente que também o cidadão que acessa os serviços do Samuel Greve tenha conhecimento destes fatos para que possa auxiliar na fiscalização.

Caso queria acessar a lista completa, na própria decisão da magistrada, clique aqui.

 

 

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