Bebê de dez meses é reanimado após engatinhar e cair em piscina

Um bebê foi internado na noite dessa quarta-feira (28) depois de se afogar ao cair em uma piscina da casa onde mora com a família, no Bairro Jardim Universitário, em Cuiabá. De acordo com a Polícia Militar, os familiares não viram quando o bebê, de 10 meses, engatinhou da cozinha até cair na água.

A própria família, policiais, bombeiros e socorristas conseguiram reanimar o menino depois de quase duas horas. Ele foi internado no Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá (PSMC).

O pedido de socorro dizia que uma criança havia caído na piscina da casa e se afogado. Quando os policiais militares chegaram foram informados pelos moradores que a criança estava no quarto sendo socorrida pelo tio dela.

A família detalhou à polícia que todos estavam em casa e o menino andava pelos cômodos engatinhando na companhia da avó e de outra moradora. Em um momento de desatenção, o menino se afastou e foi até a cozinha.

A porta estava aberta e a criança continuou engatinhando até que chegou no quintal, nos fundos da casa, onde caiu na piscina.

Os moradores sentiram falta do menino e começaram a procurá-lo pela casa. Ele foi encontrado na piscina e retirado às pressas pela avó.

A reanimação da criança foi feita em revezamento entre a família e os socorristas. Depois de quase duas horas, os sinais vitais do bebê foram reestabelecidos.

O bebê foi colocado na ambulância do Samu e escoltado por três viaturas da PM até o Pronto-Socorro.

Deputados fazem projeto para obrigar Ministério Público a prestar contas à ALMT

Os deputados de Mato Grosso aprovaram, na quarta-feira (22), em primeira votação um projeto que obriga o Ministério Público Estadual (MPE) a prestar contas à Assembleia Legislativa (ALMT) sobre gastos no órgão.

Para entrar em vigor, é necessário que o projeto passe por segunda votação e, posteriormente, seja sancionado pelo governador.

O projeto altera a Lei Complementar nº 416, de dezembro de 2010, que trata da Lei Orgânica e o Estatuto do Ministério Público de Mato Grosso.a

A alteração acrescenta as alíneas ‘h’ e ‘i’ ao inciso XVII do artigo 16 da lei citada, obrigando o MPE a “encaminhar à Assembleia Legislativa, relatório trimestral e anual de suas atividades, apresentando, no caso do relatório anual, a evolução dos custos, do controle e da sua eficiência, eficácia e economicidade”.

Já a alínea ‘i’ diz ainda que o MPE deverá “encaminhar a prestação de contas ao Poder Legislativo, mensalmente e anualmente, por meio de balancetes encaminhados nos 30 (trinta) dias seguintes ao encerramento do mês e balanço geral no prazo de 60 (sessenta) dias da abertura da sessão legislativa”.

De autoria de lideranças partidárias, o projeto começou a tramitar na Casa de Leis em maio deste ano.

A proposta teve parecer favorável da Comissão Especial e foi aprovado por unanimidade em primeira votação.

"CARAVANA DA ENGANAÇÃO: "Fantástico mostra que MPE investiga desvios e erros médicos em cirurgias oftalmológicas

Denúncia aponta que cirurgias eram "infladas" para empresa arrecadar mais.

O programa Fantástico, da Rede Globo, mostrou neste domingo (11) as investigações sobre fraudes e possíveis erros médicos realizados nos pacientes que passaram por cirurgias de cataratas na Caravana de Transformação, programa idealizado pela atual gestão no Governo do Estado que realizou cerca de 70 mil operações oftalmológicas entre 2016 e 2018. As possíveis fraudes são investigadas na "Operação Catarata", deflagrada em setembro pelo Ministério Público Estadual.

A reportagem mostrou o caso do consultor e líder comunitário Miguel de Oliveira. Ele passou pela cirurgia de catarata numa das 14 edições da Caravana em busca de "melhorar a qualidade de vida". Contudo, não foi isso que acabou acontecendo. "Estou cego do olho direito, tenho que ser realista", disse o consultor.

O repórter Maurício Ferraz entrevistou outras pessoas que teriam passado pela cirurgia na Caravana e também reclamaram que não estariam enxergando. "Só vejo um vulto", disse uma senhora ao tentar descrever o repórter.

Diante da situação e de não obter resposta da empresa, o consultor decidiu pagar uma consulta particular. Os exames apontaram que não havia nenhuma lente no olho dele, que era para estar presente desde a cirurgia.

Com o laudo em mãos e a reportagem do Fantástico, a empresa 20/20, responsável pelas cirurgias na Caravana, ofertaram passagem para Miguel de Oliveira se consultar na sede da organização, em Ribeirão Preto (SP). Ele realizou nova cirurgia e aguarda o resultado dela nos próximos dias.

Responsável pela defesa da empresa, a advogada Moherdaui explicou que a lente implantada no olho de Miguel de Oliveira durante a Caravana da Transformação havia se deslocado. "A lente foi colocada, mas se deslocou", explicou.

DESVIOS

Além do erro médico, o Fantástico mostrou que outras fraudes são investigadas sobre a Caravana da Transformação. Uma denúncia feita ao Ministério Público dava conta que a empresa estaria "inflando" número de cirurgias e consultas, para receber mais recursos. O contrato firmado entre o Governo e a empresa 20/20 é de R$ 48 milhões.

Na denúncia, é apontado que Joana Maria de Assis consta na planilha da empresa como uma pessoa que fez a cirurgia e que o Governo teria realizado o pagamento por ela. Contudo, em depoimento ao Ministério Público, ela nega ter passado por procedimento cirúrgico. "A doutora disse que não havia necessidade de fazer", colocou.

Responsável pelas investigações, o promotor Mauro Zaque de Jesus, do Núcleo do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa, destacou que o Governo do Estado não tinha nenhum controle sobre os procedimentos realizados na Caravana. Este controle ficava a cargo apenas da empresa.

Segundo ele, os indícios são grandes de fraude. "Documentos que apresentaram não são capazes, não são suficientes para provar que não houve nenhum irregularidade", assinalou.

O promotor destacou que a ação "descontrolada" gerou grandes prejuízos, tanto ao Estado, quanto aos pacientes. "Estamos fazendo checagem profunda de todas as situações para poder mensurar o prejuízo econômico. Já o projuízo social, este não tem preço", disse Mauro Zaque.

Já a empresa, alega que o MPE está se baseando apenas na planilha realizada por ela ao longo das edições da Caravana. Porém, aponta que o controle real está com a Secretaria de Saúde, que possui os dados corretos de todos os procedimentos realizados nas 14 edições da Caravana.

O secretário de Assuntos Estratégicos, José Arlindo, disse que não houve pagamentos realizados a mais pelo Governo sobre as cirurgias da Caravana da Transformação.

A empresa 20/20 já é alvo de procedimento investigativo em outros Estados, como o Tocantins.

VEJA AQUI A ÍNTEGRA DA REPORTAGEM

Por: Folha Max

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