Primeira etapa de vacinação contra a febre aftosa começa em 1º de maio em MT

Nesta etapa devem ser imunizados todo o rebanho bovino e bubalino, de mamando a caducando. As vacinas podem ser adquiridas nas revendas a partir desta sexta-feira (27.04)

Primeira etapa de vacinação contra a febre aftosa começa em 1º de maio em MT

A primeira etapa de vacinação contra febre aftosa de 2018 começa na terça-feira (01.05) e segue até o dia 31 de maio. A campanha foi lançada nesta sexta-feira (27.04), na Estância Oasis, em Cuiabá. Na primeira etapa é obrigatória a imunização de todos os bovinos e bubalinos, de mamando a caducando, com exceção para os animais de propriedades localizadas no baixo pantanal mato-grossense.

De acordo com a presidente do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea-MT), cerca de 29 milhões de animais devem ser vacinados nesta etapa. “A partir desta sexta-feira (27.04), o produtor já poderá adquirir a vacina nas revendas autorizadas. Após a imunização do rebanho, o produtor deve fazer a declaração da vacinação com a contagem dos animais por idade e sexo, juntamente da Nota Fiscal da compra das vacinas e apresentar no Indea do seu município, até o dia 11 de junho”.

A multa para quem deixar de vacinar o rebanho dentro do período da campanha é de 1 UPF (Unidade Padrão de Fiscal) por cabeça de gado não vacinado. O produtor que atrasar a comunicação fica impossibilitado de emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA) por um período mínimo de 30 dias.

Sanidade do rebanho

A última ocorrência de febre aftosa em Mato Grosso foi registrada em 1996. E desde o ano 2000, o estado é reconhecido internacionalmente pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como livre de febre aftosa com vacinação, e desde então o estado tem mantido o status sanitário.

Segundo Daniella Bueno, há 11 anos Mato Grosso mantém o índice de vacinação acima de 99%. “Esse dado representa o comprometimento do produtor rural, do serviço veterinário oficial e de todos os demais envolvidos na cadeia produtiva”.

Para o presidente do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Guilherme Nolasco, sanidade é tudo. “Sem sanidade não chegamos a lugar algum. É extremamente importante que o estado mantenha o status sanitário. E mais do que conquistar é manter o status sanitário para conseguir acessar todos os mercados. Isso mostra a força do serviço de defesa sanitária do estado e o comprometimento do produtor rural, um trabalho de consciência sanitária feita ao longo dos últimos anos, que se traduz no status de 22 anos de livre de febre aftosa com vacinação”.

O diretor-executivo da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Luciano Vacari, a manutenção do status se deve ao trabalho conjunto executado pelos setores público e privado. “Estamos há mais de 20 anos sem foco de febre aftosa, graças a trabalhos como esse, onde o produtor e os governos federal e estadual fazem a sua parte. Um trabalho em parceria que tem gerado bons resultados a pecuária de corte em Mato Grosso”.

Em maio deste ano, o Brasil será reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), como país livre de febre aftosa com vacinação. Segundo o superintendente Federal de Agricultura em Mato Grosso (SFA-MT), José Guaresqui, esse reconhecimento é fruto de um trabalho de longo prazo realizado no país. “Esse reconhecimento é o resultado de um trabalho feito em longo prazo e que abrirá mercados para a carne brasileira, gerando divisas para o país, ampliando o volume de exportação”.

Cuidados

É importante que o produtor fique atento aos cuidados ao realizar a vacinação do rebanho, como comprar vacinas somente de revendas registradas; manter as vacinas na temperatura correta entre 2°C e 8°C; manter a vacina no gelo até o momento da aplicação, respeitando a medida de 3 partes de gelo para uma de vacina; lembrar que a higiene e a limpeza são fundamentais; agitar o frasco antes de usar e aplicar a dosagem de 5 ml em cada animal; aplicar na tábua do pescoço, embaixo da pele.