Nacional

Reinaldo Azevedo - Bolsonaro é o nome da Lava-Jato

Junção de interesses ideológicos do MPF, PF e setores do Judiciário trabalham ativamente pela candidatura de Jair Bolsonaro.

Amplos setores do MPF e da PF têm seu candidato à Presidência: Jair Bolsonaro. Isso não é uma opinião. É um fato. Falemos um pouco do meio ambiente que gera essa aberração, essa teratologia moral.

Não foi sem estoica melancolia que li o manifesto assinado, de saída, por Cristovam Buarque, Fernando Henrique Cardoso, Marcos Pestana e Aloysio Nunes Ferreira, que faz a defesa de um "projeto nacional" que "a um só tempo, dê conta de inaugurar um novo ciclo de desenvolvimento social e econômico (...) e afaste um horizonte nebuloso de confrontação entre populismos radicais, autoritários e anacrônicos."

É desejável que "democratas e reformistas" tentem conjurar os reacionarismos opostos e combinados da esquerda e da extrema-direita, que impõem desde já a sua agenda: o acordo celebrado pelo governo com os ditos caminhoneiros é uma ode ao atraso, ao corporativismo e ao cartorialismo. Como foi possível?

O presidente ficou sozinho. Como num conto de Lygia Fagundes Telles, "vivos e mortos desertaram todos". Os líderes do Congresso, os governadores e os presidenciáveis sumiram. Boa parte da imprensa assistiu a práticas terroristas como quem diz: "Hoje é sexta-feira, dia 8 de junho. Faz frio..." PT, seus cronistas, Ciro e afins aproveitaram a deixa: "Vejam no que dá o golpismo..." O raciocínio é asnal.

Melancólico, no que respeita ao manifesto, é o vazio a que o texto foi relegado. Seria a nossa versão do "compromisso histórico", o acordo celebrado na Itália, originalmente, entre comunistas e democratas cristãos. Com idas e vindas, troca de atores e mudança de siglas partidárias, vigorou do fim da década de 1970 até a razia que a Operação Mãos Limpas provocou no establishment político do país.

Não é raro que democracias celebrem acordos de forças distintas, mesmo antagônicas, em nome da governabilidade. Ou os políticos o fazem - além da Itália, vimos isso acontecer em Portugal, na Espanha e na Alemanha - ou o próprio eleitor obriga a coabitação, como já se deu na França.

Fiquemos por estas plagas. Os populismos que nos ameaçam são a consequência do processo de destruição da política a que passaram a se dedicar o MPF, a PF e setores do Judiciário. O PT viu sua grande estrela, entre outras menores, ir para a cadeia, mas sobreviveu e venceria a eleição se Lula fosse o candidato.

A grande vítima do surto de moralismo burro, que nada tem a ver com o combate à safadeza, é o "centro". A razão é simples: é ele o protagonista, por excelência, da política. E a metafísica influente diz que a política é a mãe da corrupção.

Observem que os alvos da operação são as principais lideranças que governaram o país desde a redemocratização. Atenção! Nesse grupo, incluo o próprio Lula porque, ideologicamente, ele é bem mais amplo do que o PT. E que fique claro: falo do Lula governante, não daquele que era admirado pelo amestrado Marcelo Bretas...

Retomo, para arremate, o fio que deu origem à tessitura. Gente que conhece o MPF por dentro e pelo avesso assegura que os Torquemadas torcem é por Bolsonaro. Li trocas de mensagens de grupos do WhatsApp que são do balacobaco. E assim é não porque os senhores procuradores comunguem de sua visão de mundo - a maioria o despreza -, mas porque veem nele a chance de fazer ruir o "mecanismo", que estaria "podre".

Os extremistas do MPF, do Judiciário e da PF, onde o candidato é especialmente popular, concluíram que o "Rústico da Garrucha & dos Bons Costumes" lhes abre uma janela de oportunidades para impor a sua agenda. Querem ser, e isto é para valer, o "Poder Legislativo" de um regime que fosse liderado pelo bronco.

Não creio que logrem seu intento e, tudo o mais constante, estão cavando seu próprio fim como força interventora na política. Isso, em si, será bom. A questão é quem vai liderar o desmanche. Centro pra quê? Por enquanto, meus caros, o processo segue sem centro, sem eixo, sem eira nem beira. A instabilidade será longa.

Por: Reinaldo Azevedo

Funcionária pública vai para Rússia e deixa ponto assinado até o final do mês

Mesmo faltando ao trabalho e deixando os pontos já assinados, a engenheira tirou fotos na Rússia e divulgou no Facebook

Um caso inusitado aconteceu em Belém. A engenheira e funcionária pública da Secretaria Estadual de Transportes (Setran) do estado, Iolanda Vilhena, foi para a Rússia acompanhar o marido, Adélcio Torres, na torcida pela seleção brasileira. O que seria uma situação normal, se ela tivesse requerido licença ou férias, acabou virando uma saia justa para a servidora, já que ela não somente abandonou o trabalho, como deixou todos os pontos assinados.

Iolanda, que trabalha no Departamento de Planejamento (Dirplan) da Setran, deixou todos os pontos de serviço assinados durante todo este mês de junho enquanto acompanha os jogos na Rússia, conforme demonstra as fotos publicadas na matéria Portal Roma News.

Ainda no primeiro jogo da seleção brasileira no estádio de Rostov, no dia 17 de junho, a engenheira e o marido posaram para foto com as bandeiras do Brasil e do Pará nas arquibancadas. Iolanda também mostrou foto em seu perfil no Facebook com camisa da seleção em um estádio de futebol da Copa do Mundo.

A produção do jornal Roma News enviou pedido de esclarecimento à Setran, mas a assessoria apenas informou, que a Secretaria Estadual de Administração (Sead), é o órgão responsável por disciplinar o horário de expediente e a folha de ponto dos servidores públicos.

Por: O Livre

OMS retira a transexualidade da lista de doenças mentais

Nova revisão da CID, a classificação internacional de doenças e problemas de saúde, divulgada nesta segunda-feira, criou a nova categoria de 'saúde sexual' para incluir os cuidados e intervenções de saúde a pessoas transexuais.

Divulgação
Organização Mundial da Saúde retira transexualidade da lista de doenças mentais

Organização Mundial de Saúde (OMS) retirou a transexualidade da lista de doenças mentais. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (18), na divulgação da 11ª Classificação Internacional de Doenças (CID).

De acordo com a organização, a transexualidade ainda está presente na CID, mas agora em uma nova categoria, denominada "saúde sexual".

Assim, ela foi retirada da categoria de "distúrbios mentais". Isso esvazia justificativas de quem se propunha a curá-la ou a tratá-la, num desrespeito à diversidade sexual dos seres humanos.

'Mapa da condição humana'

A CID-11, segundo a OMS, "mapeia a condição humana do nascimento à morte: qualquer ferimento ou doença que encontramos na vida – e qualquer coisa que pode nos levar à morte – está codificada".

A nova edição da CID foi anunciada em 2000 e "atualizada para o século 21", segundo a OMS, para "refletir avanços críticas na ciência e na medicina", além de poder ser integrada com aplicações eletrônicas de saúde e sistemas informatizados. Além disso, a agência de saúde da ONU afirmou que a nova versão é mais fácil de ser implementada, principalmente em locais com poucos recursos.

Ela deve entrar em vigor em 1º de janeiro de 2022.

G1/ BEM ESTAR

Estimativa para salário mínimo em 2019 é de R$ 998

A estimativa para o salário mínimo em 2019, proposta em abril, foi reduzida de R$ 1.002 para R$ 998. A informação consta de nota técnica da Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional que analisa o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentária para 2019.

Por lei, o reajuste do salário mínimo é feito com base na variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA), acumulada em 12 meses, acrescida da variação real do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país de dois anos anteriores. Assim, o salário mínimo de 2019 deve ser corrigido pelo INPC de 2018 e terá aumento real equivalente à taxa de crescimento do PIB em 2017.

Neste ano, o salário mínimo está em R$ 954.

Segundo a nota técnica, ao enviar em abril o projeto da LDO ao Congresso, o governo utilizou a estimativa de 3,8% de INPC para 2018, constante no Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do 1º Bimestre e, ainda, a variação real do PIB de 1% em 2017. No Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do 2º bimestre de 2018, por sua vez, o governo reduziu a estimativa de INPC para 3,3%.

Além da mudança na estimativa de inflação, para fazer a nova previsão, foi considerado o fato de a correção do salário mínimo de 2018 ter ficado aquém do INPC anual apurado. Assim, nesse cálculo, foi considerado o valor de R$ 956,40 para 2018. Sobre esse valor, foi aplicada a recente estimativa do INPC divulgada pelo Poder Executivo. Com isso, chega-se ao valor aproximado de R$ 998 (R$ 997,84).

Despesas

De acordo com a nota técnica, cada R$ 1 de aumento no salário mínimo gera despesas de R$ 303,9 milhões, sendo R$ 243 milhões de gastos previdenciários. Esse cálculo considera o impacto no caso de benefícios, como previdenciários e seguro desemprego, de até um salário mínimo.

O aumento previsto de R$ 954,00 para R$ 998,00 acarretará um impacto líquido de aproximadamente R$ 13,4 bilhões nas contas públicas.

LDO

A LDO define os parâmetros e as metas fiscais para a elaboração do Orçamento do ano seguinte. Pela legislação, o governo deve enviar o projeto até 15 de abril de cada ano. Caso o Congresso não consiga aprovar a LDO até o fim do semestre, o projeto passa a trancar a pauta.

Fonte: Agência Brasil

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