Política

Juíza Selma Arruda lidera carreatas e apresenta propostas na Região Norte

Foto em Cáceres

As carretas Pró-Bolsonaro lideradas pela juíza Selma Arruda, candidata ao Senado, mobilizou centenas de apoiadores nas cidades de Guaratã do Norte, Peixoto de Azevedo, Matupá e Cáceres neste fim de semana. A candidata também ouviu demandas da região e apresentou as suas propostas para o Senado Federal.

Em Guarantã do Norte (708 km de Cuiabá), na noite de sexta-feira (14.09), mais de 500 veículos cruzaram as ruas da cidade por mais de uma hora em uma grande demonstração de apoio à candidatura de Jair Bolsonaro e juíza Selma Arruda, ambos do PSL. Após a carretada, a candidata se deslocou para Matupá (681 km de Cuiabá) para reunião de lideranças e apresentou as propostas de campanha.

A juíza Selma Arruda observa que o apoio popular cresceu muito após o ataque covarde ao candidato à presidência Jair Bolsonaro, que foi esfaqueado durante um ato de campanha em Belo Horizonte. Ela também criticou o oportunismo de outros candidatos ao Senado aqui em Mato Grosso, que até dias atrás subestimavam a candidatura do presidenciável e agora tentam pegar carona na sua liderança nas intenções de votos em todas as pesquisas divulgadas.  

“Eu sou a senadora do Bolsonaro em Mato Grosso. Isso é preciso ficar claro. Infelizmente, candidatos da oposição tem tentado pegar carona neste trabalho de mobilização que iniciei lá atrás, antes mesmo de Bolsonaro ser atacado. Mas, os apoiadores e eleitores de Bolsonaro e meus também, sabem diferenciar os verdadeiros soldados do nosso capitão. Tenho recebido dezenas de pedidos para puxar as carreatas e vamos continuar”, destacou a juíza.

Na manhã de sábado (15.09), a carreata  foi em Peixoto de Azevedo (675 km de Cuiabá), após reunião na Associação Comercial com empresários, garimpeiros e representantes da sociedade local.  “Falta uma lei moderna e sustentável para a atividade de garimpo. Isso é em todo o país. Aqui em Mato Grosso não é diferente, então eu quero trabalhar um novo março regulatório para o setor, para melhorar as condições de trabalho de garimpeiros e aumentar a segurança jurídica  para os municípios que tem esse tipo de atividade como fonte principal de renda”, defendeu a candidata ao Senado.

Já em Cáceres (217 km de Cuiabá), na tarde de sábado, a juíza Selma Arruda foi recepcionada com uma carreata que saiu do aeroporto e seguiu até a praça Barão do Rio Branco, no centro da cidade, onde um ato público reuniu centenas de pessoas. A candidata relembrou o período que viveu na cidade, entre os anos de 1999 a 2004, e apresentou suas propostas para aumentar a segurança na fronteira.

“As nossas fronteiras estão descobertas. A gente precisa endurecer esta fiscalização da fronteira. Eu penso, inclusive, que com a colocação da Aeronáutica. E a Marinha para fazer a fiscalização fluvial. Nós temos grande parte da droga que vem pelos rios, porque pelas estradas não apenas o gasto é maior como também enfrenta a fiscalização. Vamos trabalhar no Senado para intensificar a fiscalização e combater essa criminalidade violenta”, disse a juíza durante ato político.

A agenda de carreatas da juíza Selma Arruda continua. Nesta segunda-feira (17.09), às 17h30 é a vez de Sorriso (398 km de Cuiabá); na terça-feira (18.09), às 17h30 acontece uma carreata e adesivaço em Sinop (500 km de Cuiabá) ; na quarta-feira (19.09) a carreata será em Tapurah (430 km de Cuiabá), às 19h.

Bolsonaro sobe para 33% dos votos; Haddad salta para 16% e empata com Ciro em 2º, mostra pesquisa

Candidato do PT ultrapassa Ciro Gomes numericamente com um salto de 8% para 16%, mas empatado ainda tecnicamente com o candidato do PDT, que foi de 12% para 14% em uma semana.

SÃO PAULO - Jair Bolsonaro (PSL) despontando no primeiro lugar tanto nos cenários de voto espontâneo quanto estimulado e uma ascensão nas intenções de voto do candidato Fernando Haddad (PT), após ele ser oficializado como o nome do partido na última terça-feira (11).

É o que mostra a mais recente pesquisa FSB/BTG Pactual, divulgada nesta segunda-feira (17) e registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número BR-06478/2018. O levantamento foi realizado entre os dias 15 e 16 de setembro com 2000 eleitores e a margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

No cenário espontâneo, a intenção de voto de Bolsonaro passou de 26% para 30%, de uma semana para outra, enquanto neste último levantamento apenas 6% votariam no ex-presidente Lula, ante 12% da pesquisa anterior. Já Fernando Haddad saltou de apenas 3% para 12%, ultrapassando Ciro Gomes (PDT), que de 7% oscilou positivamente para 8%. João Amoêdo (Novo) se manteve em 3%, enquanto Geraldo Alckmin (PSDB) e Marina Silva (Rede) oscilaram negativamente de 3% para 2%.

Álvaro Dias (PODE) oscilou negativamente de 2% para 1%, Henrique Meirelles passou a pontuar com 1%, enquanto os demais não pontuaram. Não sabem ou não responderam seguiram em 22%, não votariam em ninguém foram de 13% para 8%, enquanto brancos e nulos seguiram em 4% em uma semana.

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Já na intenção de votos estimulada - em que há o cenário apenas com Fernando Haddad como substituto de Lula, uma vez que o ex-presidente petista teve a sua candidatura barrada -, Jair Bolsonaro passou de 30% de intenção de voto no levantamento anterior para 33%. Enquanto isso, Haddad ultrapassou Ciro Gomes numericamente com um salto de 8% para 16%, mas empatado ainda tecnicamente com o candidato do PDT, que foi de 12% para 14% em uma semana.

Alckmin oscilou para baixo no limite da margem de erro, de 8% para 6%, empatado tecnicamente com Marina Silva, que novamente teve queda e foi de 8% para 5%. Amoêdo voltou aos 4% ante 3% da semana anterior, enquanto Alvaro Dias viu sua intenção de voto oscilar para baixo, de 3% para 2%. Meirelles tem 2% dos votos neste cenário, ante 1% de Cabo Daciolo (PATRI). A porcentagem de quem não votaria em ninguém caiu de 13% para 9%, branco/nulo somam 2%, enquanto não sabe/não responderam foi de 8% para 5%.

Os eleitores de Bolsonaro também são aqueles cuja certeza do voto é maior. Para 82% deles, a decisão de voto é definitiva, sendo seguido pelos de Haddad (81%), Amoêdo (73%), Daciolo (69%), Alvaro Dias (57%), Ciro (48%) e Meirelles (48%), Alckmin (44%) e Marina (43%). Vale destacar que 71% dos que disseram votar branco/nulo apontaram ter certeza do seu voto.

O apoio de Lula a Haddad também mostrou um aumento em sua importância. O número de pessoas que não votaria de jeito nenhum em Haddad caso Lula apoiasse o ex-prefeito paulistano caiu de 63% para 57%, enquanto o número dos que votariam com certeza subiu de 20% para 30%. Os que poderiam votar oscilou para baixo, de 12% para 11% de uma semana para outra.

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Segundo turno
Pela primeira vez, o levantamento fez uma simulação de segundo turno (todas com Bolsonaro) e, ao contrário da pesquisa Datafolha da última sexta-feira, por exemplo, mostrou o candidato do PSL em vantagem no segundo turno contra Marina, Alckmin e Haddad e empatando com Ciro Gomes.

Quando o cenário é Bolsonaro contra Ciro, ambos aparecem com 42%, 5% dizem votar branco, 8% em ninguém e 3% não sabem ou não responderam. Entre Bolsonaro e Haddad, 46% disseram votar no candidato do PSL ante 38% que votariam no petista e, quando confrontado com Alckmin, Bolsonaro aparece com 43% ante 36% do tucano. A maior diferença é contra Marina Silva: 48% do candidato do PSL ante 33% da ex-senadora da Rede.

Potencial de voto X rejeição
Com relação ao potencial de voto (porcentagem dos que poderiam votar em um determinado candidato), Bolsonaro aparece na frente com 48%, forte alta ante 40% do levantamento anterior, sendo seguido por Ciro, que subiu de 36% para 45%.

Já Alckmin subiu de 30% para 39% de uma semana para outra, sendo seguido por Marina, que subiu de 29% para 36%. Haddad aparece empatado com a candidata da Rede, subindo de 24% para 36%. Alvaro Dias teve alta de 19% para 22%, mesmo percentual de Meirelles,que subiu ante os 19% de potencial de voto da semana passada, enquanto Amoêdo subiu de 12% para 16%. Cabo Daciolo e Guilherme Boulos (PSOL) têm 8% de potencial de voto, seguido por João Goulart Filho (PPL), com 7%, enquanto José Maria Eymael (DC) registra 6% de potencial de voto e Vera Lúcia (PSTU) tem 5%.

Já Marina Silva segue na dianteira na lista de maior rejeição - ou seja, a porcentagem de quem não votaria "de jeito nenhum" no candidato/candidata -, mas caindo de 64% para 58%. Alckmin caiu em termos de rejeição, passando de 61% para 53%, mas segue sendo o segundo mais rejeitado. O tucano é seguido por Meirelles, que teve queda de 52% para 48%, mesmo percentual de Haddad, que também caiu de 52% para 48%, e Eymael. Ciro Gomes viu sua rejeição cair de 51% para 46%, enquanto Bolsonaro viu sair de rejeição de 51% dos eleitores para 45%.

Por: Infomoney

"CARAVANA DA MANDINGA: "MPE descobre 2 consultas por minuto e ironiza que médicos foram mais ágeis que benzedeiras

Promotor destaca que 3.342 mil consultas foram realizadas em três dias.
A Caravana da Transformação – política pública da gestão Pedro Taques (PSDB), que entre outros serviços oferece cirurgias de catarata à população realizou entre os dias 22 e 24 de abril de 2018, em Cuiabá, 3.342 consultas médicas em atenção especializada, o equivalente a 2,32 atendimentos por minuto. A informação consta de uma denúncia do Ministério Público Estadual (MPE-MT) que resultou na deflagração da operação “Catarata”, no último dia 6 de setembro, e que investiga irregularidades no projeto.

O MPE-MT confessou que se sentiu "espantado" com os números, sobretudo quando é levado em conta que tratam-se de "consultas médicas em atenção especializada". O trabalho na Caravana da Transformação é realizado pela 20/20 Serviços Médicos, empresa que já é investigada em outros Estados.

A denúncia é assinada pelo promotor de Justiça Mauro Zaque de Jesus. “Matematicamente falando, 3.342 consultas realizadas em três dias seriam, pois, 1.114 consultas por dia. Pois bem, se considerarmos que foram trabalhadas oito horas ininterruptas, por dia - 480 minutos -, chegaríamos a um número espantoso indicando a realização de 2,32 consultas por minuto. Quase três consultas por minuto!!! E estamos falando em consultas médicas em atenção especializada”, diz trecho da denúncia.

O MPE-MT, porém, se mostrou ainda mais "espantado" quando contabilizou o número de procedimento de facoemulsificação, como também é conhecida a cirurgia de catarata. Nessa categoria, foram realizadas 2.146 intervenções nos mesmos três dias em abril, o equivalente a uma cirurgia e meia de catarata por minuto.

O órgão Ministerial ironizou o número de procedimentos, dizendo que nem uma “benzedeira” seria tão rápida. Nesse contexto, o MPE-MT sugeriu que o programa deveria se chamar "Caravana da Mandinga". "Ora, nem se lançassemos mão das antigas benzedeiras a substituir a ação dos médicos que atuam como prepostos da demandada 20/20, talvez integrando uma denominada Caravana da Mandinga, não seria possível se atingir tais números estratosféricos, metafísicos”, zombou o MPE-MT.

De acordo com investigações da "Operação Catarata", o governo aplica um controle frágil aos procedimentos realizados pela 20/20 Serviços Médicos, que é uma empresa de Ribeirão Preto (SP) que viabiliza este tipo de negócio em outros Estados (como Pará, Acre, Distrito Federal etc) e onde também é investigada. O governo do Estado já teria repassado R$ 41.073.335,98 milhões à empresa por meio de dois contratos.

Por: Folha Max

Se Bolsonaro ganhar, choro e saio da política, diz Ciro Gomes em sabatina

O candidato do PDT, Ciro Gomes, participou nesta quarta-feira de sabatina promovida pelos jornais O GLOBO e "Valor Econômico" e pela revista "Época". Além das críticas ao PT e à polêmica candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ele comentou o envolvimento do Exército na política e aumentou o tom contra os militares."No meu governo, militar não pode falar de política". Ao falar de economia, ele sustentou que, caso eleito, o Banco Central continuará perseguindo metas de inflação e emprego. Ao final da entrevista, que durou duas horas, Ciro prometeu "sair da política" caso Jair Bolsonaro (PSL) seja eleito presidente.

- Vou desejar boa sorte a ele, cumprimentá-lo pelo privilégio e depois vou chorar. Eu saio da política. A minha razão de estar na política é confiar no povo brasileiro.

Sobre a polêmica do registro de candidatura do PT, para Ciro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva perdeu sua percepção da realidade porque está isolado na prisão e cercado de puxa-sacos. "O Brasil não aguenta outra Dilma nesse sentido de um pessoa assumir porque é indicada pelo Lula. Não podemos ter outro presidente por procuração".

Sobre a polêmica do registro de candidatura do PT, para Ciro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva perdeu sua percepção da realidade porque está isolado na prisão e cercado de puxa-sacos. "O Brasil não agüenta outra Dilma nesse sentido de um pessoa assumir porque é indicada pelo Lula. Não podemos ter outro presidente por procuração".

- O Lula a gente tem que relativizar, porque ele está isolado. E, agora, o Lula está com um problema, porque morreram o Márcio Thomaz Bastos (ex-ministro da Justiça), o Luiz Gushiken (ex-ministro da Comunicação Social), está sem José Dirceu..., perdeu dona Marisa (Letícia). Hoje o Lula está cercado de puxa-saco e perdeu um pouco da visão genial que ele tem da realidade. Se ele estivesse solto, não teria permitido uma série de desatinos que estão sendo promovidos - disse.

Ciro Gomes em entrevista ao Jornal O Globo Ciro Gomes em entrevista ao Jornal O Globo Foto: Facebook / Reprodução
Ciro explicou por que acha que é diferente de Fernando Haddad (PT). De acordo com ele, o petista não conhece o país. De olho nos votos de centro, ele afirmou que é "um pouco mais largo" do que Haddad.

- A proposta que tenho fala com a centro-esquerda.

Embora já tenha dito que Lula foi condenado sem provas, ele negou que daria indulto ao ex-presidente caso fosse eleito.

- Isso é só intriga.

Ciro afirmou que não visitou Lula na prisão, em Curitiba, porque primeiro não foi autorizado pela juíza de execuções penais e, depois, não foi incluído na lista feita pelo ex-presidente.

- Eu não iria por razão política, iria, por razão humanitária - disse ele.

EXÉRCITO E CADELAS NO CIO

Ao falar de sobre um tema caro a Jair Bolsonaro (PSL), Ciro diz que no seu governo, militar não pode falar de política. Quer as Forças Armadas altivas. Mas ele será o chefe. E ainda sobrou para o vice de Bolsonaro: "um jumento de carga", disse sobre o general Mourão.

Sobre a declaração do Comandante Villas Boas que próximo presidente pode não ter legitimidade, Ciro foi ainda mais ácido.

- Estaria demitido e provavelmente pegaria uma "cana". Mas deixa eu explicar, ele está fazendo isso para tentar calar a voz das "cadelas no cio" que embaixo dele estão se animando com essa barulheira. Esse lado fascista da sociedade brasileira. Esse general Mourão, que é um jumento de carga, tem uma entrada no Exército e agora se considera tutor da nação. Os brasileiros têm que deixar muito claro que quem manda no país é o povo.

Durante a sabatina do GLOBO, o candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, falou sobre a relação que pretende ter com os militares caso seja eleito:

- Sob ordens da Constituição eu mando e eles obedecem. Não quero eles envolvidos em negócio de narcotráfico. Isso é invenção de norte-americano. Eu os quero altivos, bem remunerados, mas no meu governo o Exército não fala em política.

O candidato do PDT afirmou que agradeceu o convite e disse que essa não era a forma de fazer uma liderança para o país.

- O Brasil não pode viver por outorga. O Brasil não aguenta outra Dilma nesse sentido de uma pessoa assumir porque é indicada pelo Lula. Não podemos ter outro presidente por procuração - disse Ciro, acrescentando que Fernando Haddad, indicado pelo ex-presidente para substitui-lo na campanha, não conhece o Brasil.

Para o candidato pedetista, esse movimento de manutenção da candidatura de Lula até o último momento, mesmo sabendo da inviabilidade, demonstra que o PT não está pensando no país.

- E o PT muitas vezes dá demonstração que só pensa em si e nesse passo é muito flagrante isso. Todos sabiam que o Lula não podia ser candidato e contraria a inteligência do povo.

AUTONOMIA DO BANCO CENTRAL

Ciro afirmou que pretende mudar as prerrogativas do Banco Central para que ele persiga uma meta da menor inflação possível e a maior geração de empregos. Hoje, o BC tem apenas uma meta de inflação como guia da política monetária.

- O Banco Central terá duplo comando. Para ter a menor inflação e o maior emprego. E o Banco Central será subordinado a mim - para a instituição.

Apesar de criticar a políticas econômica adotada pelo governo Michel Temer, ela disse que o atual presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, tem atuado corretamente à frente da instituição.

Ciro afirmou ainda que fará uma redução de pelo menos 15% das desonerações fiscais concedidas a vários setores produtivos e que geram uma renúncia fiscal de aproximadamente R$ 354 bilhões. E, questionado sobre qual setor, poderá sofrer com essa decisão, apontou que o setor automobilístico é um deles.

- Qual o sentido de estimular o consumo de automóveis no Brasil com renúncia fiscal — disse Ciro, acrescentando que as montadoras estão com a produção parada e o argumento de manutenção de emprego não serve nesse caso.

VICE DE LULA

Logo no começo da entrevista, Ciro revelou que depois que sua candidatura já estava homologada pelo PDT, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT-MG) e o senador Roberto Requião (MDB-PR) o procuraram para que ele desistisse da disputa e aceitasse ser vice numa chapa encabeçada por Lula. O acordo previa que quando o petista preso em Curitiba fosse formalmente impedido pela Justiça Eleitoral, Ciro assumiria a candidatura em seu lugar.

O candidato do PDT afirmou que agradeceu o convite e disse que essa não era a forma de fazer uma liderança para o país.

- O Brasil não pode viver por outorga. O Brasil não agüenta outra Dilma nesse sentido de um pessoa assumir porque é indicada pelo Lula. Não podemos ter outro presidente por procuração - disse Ciro, acrescentando que Fernando Haddad, indicado pelo ex-presidente para substitui-lo na campanha, não conhece o Brasil.

Para o candidato pedetista, esse movimento de manutenção da candidatura de Lula até o último momento, mesmo sabendo da inviabilidade, demonstra que o PT não está pensando no país.

- E o PT muitas vezes dá demonstração que só pensa em si e nesse passo é muito flagrante isso. Todos sabiam que o Lula não podia ser candidato e contraria a inteligência do povo.

DILMA 'DESASTRADA' E SPC

Ao defender a utilização do Banco do Brasil (BB) e da Caixa Econômica Federal (CEF) para forçar a diminuição de juros e tarifas bancárias, Ciro criticou a ex-presidente Dilma, que tentou o mesmo expediente.

- Por favor, não compare minhas ideias com a Dilma que fico ofendido. O governo dela foi desastrado - disse o candidato do PDT, ressaltando que a petista é uma mulher “honrada”.

Ciro foi contra o impeachment de Dilma, ao qual se refere até hoje como “golpe”.

Para Ciro, BB e CEF atualmente fazem parte do “cartel” formado por cinco bancos. Ele propôs a regulamentação de Fintechs (bancos digitais) e a utilização de cooperativas de crédito para aumentar a concorrência no setor financeiro.

O presidenciável do PDT voltou a prometer que vai tirar 63 milhões de pessoas do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) por meio do refinanciamento dessas dívidas:

- Meus adversários, por demofobia, criticaram e agora estão imitando.

Ciro é o segundo a participar da série de entrevistas com os principais candidatos à Presidência, de acordo com as pesquisas de intenções de voto. Na terça-feira, Marina Silva (Rede) iniciou a sequência de sabatinas, que terá ainda Geraldo Alckmin (PSDB) na quinta-feira.

A sabatina foi conduzida pelos colunistas do GLOBO Miriam Leitão, Merval Pereira, Lauro Jardim, Ancelmo Gois e Bernardo Mello Franco e pela diretora de redação da revista Época, Daniela Pinheiro.

As entrevistas têm início previsto para as 10h, na sede da Redação Integrada, na Cidade Nova, no Rio de Janeiro, com transmissão ao vivo no site e Facebook do GLOBO, além de cobertura em tempo real com análises e observações de bastidores pelo Twitter.

Até o ataque sofrido na última quinta-feira, o candidato Jair Bolsonaro (PSL) ainda não havia confirmado a sua presença na sabatina. O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad foi convidado após a oficialização do nome dele como candidato a presidente pelo PT, mas ele ainda não marcou uma data.

Por: Extra

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