Papelaria Risk Rabisk

Nublado

31°C

Nublado

Deputado Adriano Silva pressiona o governo com o objetivo de resolver os repasses financeiros pendentes para os hospitais de Cáceres e de Pontes e Lacerda

O cenário da saúde no oeste do estado

O deputado estadual professor Adriano Silva (PSB) está muito preocupado com a questão da saúde no oeste do estado. Recentemente, ele discursou na Assembleia Legislativa do Mato Grosso enfatizando seu descontentamento em relação à conduta do secretário estadual de Saúde, Luiz Soares. Na semana que vem, deve conduzir uma reunião presidida pelo governador Pedro Taques (PSDB), com o secretário da Casa Civil, Max Russi, além dos prefeitos e vereadores dos 22 municípios do oeste do Mato Grosso, afetados com o sucateamento do setor.

“Estou muito apreensivo com a conduta que a Secretaria Estadual da Saúde (SES) vem adotando, pois não podemos deixar que o atendimento e a qualidade nesses hospitais diminuam”, ressalta o deputado. Na semana passada, ele esteve à frente de um encontro que ocorreu com o governador em exercício Carlos Fávaro, o secretário Max Russi, além de oito prefeitos e cerca de 20 vereadores, para tratar do mesmo assunto. “Até denúncia sobre falta de remédios e itens de alimentação no Hospital Regional de Cáceres Dr. Antônio Fontes, eu estou recebendo. Fiz um requerimento para checar se esta informação procede, mas, de qualquer forma, é preocupante”, completa o parlamentar.

Panorama – Existem três grandes hospitais no oeste do estado que sofrem com a situação crítica da saúde no Mato Grosso. Desde o início de outubro, o Hospital Regional, após a quebra de contrato com a Associação Congregação de Santa Catarina vem mudando seu corpo clínico. Também tem deixado de atender algumas áreas que, segundo o deputado, são muito importantes para a região. A instituição está preparada para assistir os 22 municípios do oeste do Mato Grosso, que totalizam 450 mil habitantes, principalmente no que tange a questões de média e alta complexidades.

Uma vez que a Congregação de Santa Catarina, que assumiu a gestão do hospital como uma Organização Social de Saúde (OSS) em 2011, findou seu contrato em 30 de setembro, o governo do Estado assumiu. E, por meio da SES, iniciou a rescisão contratual de várias equipes, entre elas a da pediatria, urologia e oncologia, baseando-se no Decreto 1.0173/2017 que prevê o seguinte: os contratos realizados pela gestão anterior devem ser rescindidos o que, de fato, está sendo feito. Os médicos que tiveram seus contratos rescindidos têm recorrido ao deputado para que ele interceda sobre a situação. Por sua vez, os municípios apresentam dificuldades de fazer o encaminhamento dos casos. O próprio hospital solicitou que estas demandas estagnassem até que sua situação se equilibre frente ao Estado. “Eu acredito que é possível abrir negociações e recontratar o efetivo, uma vez que muitos médicos daqui estão há anos atendendo nossa população”, enfatizou o deputado, na ocasião.

Ainda em Cáceres, o Hospital Bom Samaritano, referência em problemas de pele – como a hanseníase, por exemplo – não obteve a renovação de seu contrato junto à SES. “Há sete meses, os repasses estaduais estão em atraso e há quatro, não há contrato entre SES e hospital”, explica o deputado, que vem cobrando o governo para saldar a dívida, que atualmente se encontra no valor aproximado de R$ 350 mil.

Em Pontes de Lacerda, a Santa Casa precisou fechar suas portas há mais de uma semana, por falta de repasse do orçamento do governo para a instituição. “Há cerca de R$ 2 milhões em atraso, que não estão sendo regularizados desde julho”, esclarece o deputado.

Na opinião do parlamentar, o Estado precisa encontrar a melhor forma de resolver estas questões o quanto antes. “Afinal, precisamos estar atentos em quem mais sofre com toda esta situação, que é a população”, finaliza.

Por: Assessoria