Papelaria Risk Rabisk

Nublado

31°C

Nublado

Ex-presidente revela que Ezequiel recebeu "mensalinho" de Silval; parlamentar nega

Por: Tarso Nunes

O deputado federal Ezequiel Fonseca (PP), ex-estadual, seria um dos beneficiados no esquema de pagamento de “mensalinho” na gestão do ex-governador Silval Barbosa (PMDB). O valor era pago em troca de apoio político dentro do Parlamento estadual. A informação é do jornal A Folha de São Paulo e constaria no acordo de delação premiada, ainda não homologada, do ex-presidente da Assembleia José Riva.

Ezequiel Fonseca nega ter recebido qualquer "mensalinho" quando era deputado estadual

A colaboração é negociada com a Procuradoria Geral da República. Segundo a reportagem, os pagamentos iniciaram em R$ 15 mil e depois passaram a ser de R$ 25 mil. Ainda de acordo com Riva, o esquema durou por 20 anos, de 1995 a 2015.

A matéria da folha revela também que o prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (PMDB) apareceria em vídeo recebendo mensalinho . À época ele era um dos defensores da gestão do peemedebista. Em nota, Emanuel nega as acusações e garante que está à disposição da Justiça.

Em depoimento à Sétima Vara Criminal de Cuiabá, sob juíza Selma Arruda, Riva revelou uma lista com 33 nomes que teriam sido beneficiados do esquema, entre 2005 a 2009. O ex-deputado é apontado como líder da suposta organização criminosa que desviou milhões por meio de esquemas dentro da Assembleia - leia reportagem da Folha.

Outro lado

À Folha, Ezequiel lembra que integrou a base do ex-governador Silval no Legislativo, no entanto, nega ter recebido propina durante seu mandato na Assembleia de 2011 a 2014. "Essa relação não existe". O parlamentar disse ainda que os delatores estão "expondo todo mundo no Estado" e que a situação está "impossível" no Mato Grosso.

Delação

O roll de figuras públicas entregues na delação de Silval só tem aumentado. Em outro trecho da colaboração, o peemedebista havia comprometido o ministro de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi (PP), o deferal Carlos Bezerra (PMDB) e o senador Wellington Fagundes (PR). Quando governador, Blairo ajudou a montar o esquema para liberar dinheiro de precatórios (dívidas recorrentes de ações judiciais) em troca de apoio parlamentar.

Os deputados estaduais Oscar Bezerra (PSB) e Romoaldo Junior (PMDB) também são citados. O socialista é acusado de cobrar R$ 15 milhões para não responsabilizar Silval na CPI das Obras da Copa, que era presidida por Oscar. Já o peemedebista teria sido beneficiado com propina da empresa responsável pela iluminação da Arena Pantanal.

O ex-governador também diz que negociou com o governador Pedro Taques (PSDB) para não ter contas investigadas. O ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes e Blairo teriam participado da reunião. Em respostas as acusações todos negaram qualquer envolvimento de crimes relacionados por Silval.