Papelaria Risk Rabisk

Parcialmente nublado

30°C

Parcialmente nublado

Vereador de MT pode ser cassado por "mensalinho" de servidores do gabinete

G1-MT 

Uma Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Vereadores de Sinop, a 503 km de Cuiabá, pediu a cassação do mandato do vereador Fernando Heliodoro Brandão (PR) por receber um 'mensalinho', arrecadando parte dos salários de funcionários lotados no gabinete dele. O relatório final da comissão, concluído no dia 12 de junho, deve ser votado em uma sessão extradionária que ainda não teve data marcada.

O G1 tentou, mas não consegiu localizar a defesa do parlamentar.

O relatório leva em consideração o depoimento de três ex-servidores do vereador, ouvidos pelos membros da comissão. Eles relataram que efetuavam repasses mensais dos próprios salários a uma assistente do parlamentar.

Uma servidora, contratada em julho de 2015, afirmou que combinou de repassar R$ 1,8 mil do salário de R$ 4 mil a assistente do vereador, supostamente a pedido dele. No entanto, depois de um acidente, ela não continuou a realizar os repasses e teria sido ameaçada pelo parlamentar.

Outro funcionário contou que chegou a entregar os valores integrais de dois salários a assistente do vereador. No entanto, depois de questionar a ordem, ele contou que foi ameaçado e mudou de cidade. Ainda segundo o servidor, o dinheiro da rescisão contratual dele foi sacado pela assistente do parlamentar.

Durante os depoimentos colhidos pela comissão, a defesa de Brandão negou todas as acusações.

No relatório final, a comissão entende a prática de "mensalinho" como "extorsão parcial ou total de valores proveniente de salários de subordinados"

"A conduta do vereador representado fere a probidade administrativa, pois está demonstrado no processo de investigação que este não exerce a função fiscalizadora inerente ao cargo eletivo que lhe fora confiado", diz trecho do documento.

De acordo com o presidente da comissão, o vereador Joacir Testa (PDT), o relatório deve ser lido e votado em uma sessão extraordinária, que não teve a data definida.

Na ocasião, os 15 parlamentares devem se posicionar sobre o documento e votar pela cassação ou absolvição do vereador. Na sessão, ele deve ter duas horas para apresentar defesa.