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Na Globo, delegado garante que Taques "conhecia e avalizou" grampos em MT

Flávio Stringuetta destaca envolvimento de Paulo Taques, coordenador de campanha e ex-secretário da Casa Civil do tucano 

O delegado Flávio Stringuetta apontou o governador Pedro Taques (PSDB) como um dos responsáveis pelo esquema de grampos ilegais no Estado. Stringuetta coordenou as investigações do caso, conhecido como “Grampolância Pantaneira”, junto com a delegada Ana Cristina Feldner.

Em entrevista a Rede Globo, o delegado colocou que o esquema tinha o “conhecimento e aval” do governador. Ele destacou que o esquema teve início durante a campanha eleitoral de 2014, quando Taques concorreu ao Governo, e o fato do coordenador de sua campanha e, posteriormente, secretário da Casa Civil, Paulo Taques, ser um dos líderes dos grampos.

“O então candidato José Pedro Taques tinha o conhecimento, avalizou esses grampos. Depois como governador, ele continuou mantendo isso de alguma forma, através do seu secretário da Casa Civil, o senhor Paulo Taques”, disse o delegado.

A reportagem do Jornal Hoje destacou ainda o depoimento do cabo da Polícia Militar, Gerson Luiz Correa Junior, apontado como operador das escutas telefônicas. Ele apontou o ex-secretário da Casa Civil como financiador inicial do sistema “Sentinela”, utilizado para as escutas.

“Recordo que eu e o coronel Lesco fomos numa casa que era utilizada como escritório, no bairro Consil, e nesta ocasião o coronel Lesco adentrou na residência e veio de lá com o montante de R$ 50 mil, que foi repassado pelo senhor Paulo Taques”, declarou Correa.

O cabo informou que o esquema tinha o propósito de investigar adversários políticos do tucano. Os coronéis Zaqueu Barbosa e Evandro Lesco participavam diretamente das fraudes.

 “Os números que foram me passado eram relacionados a campanha eleitoral de 2014. Alguns assessores, algumas pessoas próximas, correligionários dos candidatos, advogados dos candidatos. Esses números foram passados pelo coronel Zaqueu, que me orientou para realizar o acompanhamento mais online destas pessoas neste período que antecedia o pleito eleitoral de 2014”, citou.

As escutas, segundo o cabo, continuaram após as eleições de 2014 e duraram 13 meses. “Encerrou no mês de outubro de 2015. No último período, já nem escutei, em que pese ter enviado os ofícios para as operadoras. Não escutamos em virtude de já ter encerrado todas as atividades junto a aquela sala comercial e também interrompido de uma vez por todas após conhecimento de que o doutor Mauro Zaque já tinha tomado ciência de todas as interceptações”, assinalou.

NA PGR

Nesta semana, a Polícia Civil repassou todo trabalho investigativo para a Procuradoria Geral da República (PGR), cumprindo determinação do ministro Mauro Campbell, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O ministro requereu para si todos os procedimentos relacionados aos grampos ilegais no Estado por conta do foro privilegiado do governador Pedro Taques.

Além disso, ele decretou o sigilo absoluto das investigações.

Assista o vídeo: https://globoplay.globo.com/v/6228974/programa/