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Mirassol D'Oeste: Secretária de Saúde Alerta para prevenção da conjuntivite

Desde o final de 2017 ao início de 2018, tivemos cerca de 80 notificações sobre casos de conjuntivite em Mirassol D'oeste. Número esse somente de pessoas que procuraram ajuda médica.

A Secretária de Saúde, Marcela Cristina Colombo Martins, faz um alerta sobre o risco de contrair a infecção nesse período de férias, quando há um risco maior de proliferação da conjuntivite. Época em que as pessoas viajam, e a cidade recebe um número maior de visitantes.

A conjuntivite é uma infecção ou inflamação na conjuntiva dos olhos, que os deixa muito vermelhos e surgem sintomas como lacrimejo, coceira e secreção. Pode afetar apenas um olho, ou os dois, e pode ou não ser contagioso, dependendo do tipo de conjuntivite.

Existem três formas de conjuntivite, divididas de acordo com a sua origem:

Conjuntivite infecciosa

A conjuntivite infecciosa é transmitida por vírus, fungos ou bactérias que infectam a membrana que reveste o olho, causando dor, vermelhidão e secreção. Este é um tipo de conjuntivite muito contagiosa e pode afetar apenas um ou ambos os olhos.

A conjuntivite bacteriana é aquela que gera sintomas mais intensos, e produz secreções mais espessas, amareladas e abundantes do que a conjuntivite viral, em que as secreções são mais esbranquiçadas. Neste caso, o médico pode prescrever um colírio ou pomada com antibiótico.

Conjuntivite alérgica

A conjuntivite alérgica é a mais comum e geralmente afeta ambos os olhos, sendo provocada por substâncias que provocam alergia, como por exemplo pólen, pêlos de animais ou poeira da casa. Geralmente afeta pessoas susceptíveis a alergia como em casos de rinite ou bronquite.

Este tipo de conjuntivite não é transmissível e ocorre mais vezes na primavera e no outono quando há muito pólen espalhado pelo ar, podendo, por isso, ser tratada com um colírio antialérgico.

Conjuntivite tóxica
A conjuntivite tóxica é uma irritação causada, normalmente, por produtos químicos, como por exemplo a tinta do cabelo, produtos de limpeza, exposição a fumaça do cigarro ou a pequenos objetos que ficam presos no olho, assim como pela toma de certos medicamentos.

Nestes casos, os sinais e sintomas como olhos lacrimejando ou vermelhidão, normalmente desaparecem de um dia para o outro, apenas com lavagem com soro fisiológico, sem que seja necessário tratamento específico.

Como saber que tipo de conjuntivite tenho?

A melhor forma de identificar o tipo de conjuntivite, é consultar o médico, pois ele é capaz de identificar o agente causador da conjuntivite ao observar o paciente e os sintomas da doença, que são ligeiramente diferentes em relação à intensidade. Até saber o diagnóstico, deve-se prevenir o contágio, evitando partilhar objetos que estejam em contato com o rosto, como tolhas ou travesseiros.

Como tratar a conjuntivite

O tratamento da conjuntivite depende da sua causa, podendo ser receitados colírios lubrificantes como lágrimas artificiais, colírios ou pomadas com antibiótico e anti-histamínicos para aliviar os sintomas. No entanto, durante o tratamento, podem ainda ser tomadas outras medidas para aliviar os sintomas, como:

Evitar a exposição à luz solar ou luz intensa, usando sempre que possível, óculos de sol;

Lavar regularmente os olhos com soro fisiológico, de forma a eliminar as secreções;

Lavar as mãos antes e depois de tocar nos olhos ou de aplicar colírios e pomadas;

Colocar compressas frias nos olhos fechados;

Evitar usar lentes de contato;

Trocar toalhas de banho e de rosto a cada utilização;

Evitar a exposição a agentes irritantes, como fumaça ou poeira; e

Evitar frequentar piscinas.

Obs: No caso da conjuntivite ser infecciosa, deve-se evitar partilhar maquiagem, toalhas de rosto, travesseiros, sabonetes ou qualquer outro objeto que esteja em contato com o rosto.