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Mirassol D'Oeste: Instituto de Pesquisa divulga pesquisa fajuta para beneficiar candidato do PSD

Segundo o Instituto de Pesquisa Strategia Treinamentos e Comunicação, o candidato Edvaldo Paiva seria eleito hoje, 19/11, a prefeito por Mirassol D´Oeste, com 44,12% dos votos válidos, conforme panfleto distribuído na cidade, com tiragem de 5.000 unidades. Data do registro da pesquisa fajuta - TSE MT-08875/2016.

Que o outro candidato, Euclides Paixão, eleito prefeito, segundo a mesma pesquisa do tal "Instituto de Pesquisa", receberia 31,82% dos votos válidos.

Nas Urnas

O candidato Euclides Paixão (PP), foi eleito o novo prefeito de Mirassol D’Oeste em eleições suplementares realizadas neste domingo (19/11), recebendo 6.344 dos votos válidos, o que equivale a 54,96% do eleitorado. Em segundo lugar ficou Edvaldo Paiva (PSD), com 4.159 votos (36%), ou seja uma diferença de 2.205 votos (cerca de 19%), para Euclides Paixão, muito aquém da tal pesquisa fajuta.

Dá para acreditar nas pesquisas?

Pesquisas medem, afinal, essa coisa volúvel que é a “opinião”. Opinião sobre o governo, sobre o que pensam segmentos específicos do eleitorado e tudo o mais. Opinião que no caso do Brasil, e é importante levar isto em conta, frequentemente muda na reta final de campanhas. Ainda mais em uma eleição suplementar aparentemente fria como esta de 2017, tolhida pela falta de dinheiro.

Não que o eleitor seja incapaz de decidir, mas, antes, porque avalia até o final em um processo de escolha que é muito mais meditado do que costuma divulgar o senso comum. O eleitor vota em busca de melhorias. É um erro supor que o eleitor seja idiota. 

Esse mesmo Instituto ano passado, na cidade de Jauru, provocou outro "lapso", ou erro proposital, dando a vitória a outro candidato, que perdeu com 5,08 % de diferença, bem aquém da estimativa da "pesquisa". (vide abaixo)

Projeto pune severamente quem vender pesquisas eleitorais fraudulentas

O Senador Raimundo Lira (PMDB-PB) apresentou o Projeto de Lei 45/2017 que pune de forma severa os responsáveis por fraudes em pesquisas eleitorais. A matéria tramita na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania – CCJ da Casa e pune com detenção de seis meses a um ano, mais multa de 50 mil a 100 mil UFIR, os responsáveis pela pesquisa ou quem a encomendou, sem perdas ao candidato prejudicado.

Segundo Lira, existem empresas que vendem pesquisas e que, às vezes, adulteram os resultados para beneficiar outras pessoas. “Isso não deve acontecer porque a fraude em uma pesquisa é um crime contra a democracia, pois o indivíduo está fraudando a manifestação popular, que é o que alimenta a democracia”, disse.